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ADMINISTRAÇÃO DE CRISES
Sergio
Muniz de Souza(*)
CONCEITO
Crise
vem do grego. Significa tanto separar como decidir.
Como em
chinês e em japonês a idéia é expressa pelo uso conjunto dos ideogramas
correspondentes a oportunidade e perigo, há quem conclua
que crise seria uma oportunidade, a de "dar a volta por cima". Nada
disso. Naqueles idiomas, o sentido é apenas o da possibilidade de
situação perigosa. Em português, define-se como a "manifestação violenta
e repentina de ruptura de equilíbrio" (Aurélio).
Toda
crise é imprevisível, aberrante, súbita, intensa, onerosa, urgente,
prioritária e agressiva. Não se confunde com emergência, que
se poderia entender como uma aceleração de fases e, portanto, até que
razoavelmente previsível.
ADMINISTRAÇÃO
Como
administrá-la? O crisis management tem cinco regras
básicas:
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Em primeiro lugar, admitir realísticamente que todos - pessoas físicas e
jurídicas - estamos sujeitos a crises. Não há receitas mágicas para
evitá-las.
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Aceita a premissa, fazer a lição de casa: elaborar um plano de ação
exeqüível (disaster sheet), que, projetando o pior cenário
possível, defina claramente prioridades, tarefas e responsabilidades.
-
Mas o melhor plano do mundo será inócuo se os encarregados de
executá-lo não forem treinados e motivados.
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Manter atualizado o esquema, aproveitando o feedback dos
participantes.
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E, finalmente, adotar o lema do escoteiro: sempre alerta.
OS SETE
PECADOS CAPITAIS
O que
não fazer em tais situações?
Ou
seja, evitar atitudes erradas, muito mais comuns do que se imagina. São
sete - daí o subtítulo "pecados capitais":
1.
Ignorar, por arrogância ou incompetência. Ou ambas.
2.
Fingir que não existe. A chamada "posição do avestruz".
3.
Resignar-se, aceitar. Maktub (estava escrito). O
conformismo fatalista.
4.
Minimizar. Caçar elefante com estilingue.
5.
Procrastinar. "Não esquenta, depois a gente dá um jeito".
6.
Maximizar. Matar pernilongo com bazuca.
7. Apavorar-se. Perder o controle emocional, reagir histericamente. "When
in trouble, when in doubt/run in circles, scream and shout (em perigo ou
em dúvida, agite-se, grite, berre)".
Atire a primeira pedra quem, em sua vida
pessoal ou empresarial, não terá tido pelo menos a tentação de cometer
um (ou vários) desses pecados.
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Texto
adaptado do livro
COMUNICAÇÃO
EFICAZ
DESCOMPLICADA
(*)Sergio Muniz de Souza, 3º
vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Hungria, é
consultor internacional em comunicação estratégica e comércio
exterior.
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